Blog EntryNa embaixada (essa é por mim!! hehe)Feb 17, '06 4:23 PM
for everyone

Quinta-feira, dia 16 de fevereiro…

Depois do meu café da manhã, como o Eduardo não tinha chegado, aproveitei para escrever sobre a minha chegada na Índia.

Assim que ele chegou, fomos para a embaixada do Brasil. Foi nesse momento em que fui conhecer a Índia, ou melhor ver a Índia a luz do dia, pois ontem não deu para ver quase nada!!

Bem, como descrever a Índia, lembram daquela música da Ivete Sangalo que virou hit da torcida do flamengo? Pois é...Vou adaptar: ...Poeiraaaaaaaaaaa!...Poeiraaaaaaaaaaaaa!...Poeiraaaaaaa...aqui só tem poeira!!

É serio, aqui tem muita poeira. Os terrenos são de terra fofa em todos os lugares, e para completar a cidade é um canteiro de obras. Obra para todos os lados. Percebe-se que a cidade está em crescimento o que nos faz lembrar um pouco da Barra da Tijuca com o seu crescimento repentino. Tirei algumas fotos dentro do carro, mas não sei se conseguirão visualizar com o mesmo sentimento que eu tive.

No início do caminho até a embaixada em New Delhi, eu achei a cidade feia, suja e sem cuidados urbanísticos, mas com tanta obra que a gente vê, acredito que esse quadro tende a melhorar. As informações que tenho do Brasil sobre a Índia, é que está crescendo muito, e bem mais que o Brasil.

Quando estávamos chegando próximo à embaixada, me surpreendi com canteiros floridos, avenidas recém-construídas e limpas!! Hehe...digo isso porque no início só via sujeira. Beleza, fiquei mais animada!!

O motorista se perdeu, e pelo visto já tinha se perdido com o Eduardo quando ele o levou para o escritório, ele comentou comigo logo em seguida que ele parava toda hora no meio da rua para telefonar. Bem, fiquei na dúvida agora... não sei se achei o local bonito, ou se passamos diversas vezes pelo mesmo local... Enfim, o motorista parou duas vezes para perguntar e chegamos finalmente na embaixada.

No portão de entrada fomos abordados por um segurança. Em minha mente lembrei de alguns comentários sobre embaixadas e consulados e sei que esses territórios pertencem ao país que ele representa. Estava com o meu passaporte na mão e o Eduardo falando em inglês com o segurança, antes mesmo deles terminarem a conversa e solicitassem algum documento, eu prontamente levantei o passaporte e na mesma hora. O segurança visualizou o documento e abriu a porta sem mais fazer perguntas. Me senti tão bem com aquela atitude que só confirma que eu estava em meu território. Assinamos um livro de presença, entramos numa sala com um guichê e já solicitamos a presença da Arlete, pois já sabiamos a quem procurar. Como é bom ouvir português quando se está longe de casa...É música para os meus ouvidos!! E ela é simpatissíma. Papeamos e ela parece não gostar muito de morar na Índia. Nos recomendou: ter cuidado com roubo de passaporte (aqui também se assalta...), se alimentar somente em bons restaurantes (não existe vigilante sanitário e a higiene não é boa), só beber água mineral e outras coisas que denegriram a imagem da Índia. Ela mora há 2 anos aqui, e não sabe se sobreviverá os mais 3 anos que ela tem que ficar. Além das perguntas impertinentes sobre a nossa estadia aqui na Índia, perguntei sobre a possibilidade d’eu trabalhar, e se o meu diploma de arquitetura valia aqui na Índia. Ela não sabia responder, mas existe uma brasileira que trabalha para a embaixada, que poderia nos responder sobre isso, pois ela também é arquiteta e foi chamá-la. Conhecê-la salvou o nosso dia e as nossas expectativas de vir morar aqui. O nome dela é Hiroko, ela é descendente de japoneses, brasileiríssima, casada com Índiano e mora aqui na Índia há 30 anos. Falamos sobre tantas coisas que fica difícil enumerar. O mais importante de tudo é que posso fazer um mestrado ou pós-graduação, além de tentar trabalhar com algum arquiteto renomado (ela conhece todos eles), já que para me registrar como arquiteta na Índia é muito burocrático. Ela foi professora numa universidade chamada School of Planning and Architecture, e pelo o que ela falou parece uma excelente universidade. Aliás, o forte aqui na Índia são os estudos, e muitos deles vão trabalhar fora do país pela habilidade com os números.

Tive informações sobre a Índia que me preocupava, e muito. Com esse bate-papo com a Hiroko, minhas espectativas mudaram completamente. Dados como religião, por exemplo. Os Índianos parecem respeitar muito as demais religiões e existem algumas igrejas cristãs. Algumas católicas e outras protestantes, que ela não soube ao certo dizer qual delas. Mas fiquei animada em saber que poderei visitar uma possível igreja da minha religião.

Outro dado que tínhamos da cultura deles, é que são pouco gentis e mal-educados, não falando “por favor” e nem “obrigado”. Pelo o que ela falou, isso depende muito da localização e do indivíduo. Acredito que só o convivio com eles é que poderemos tirar as nossas conclusões. Falamos também sobre o melhor local para morarmos e parece que na cidade de Gurgaon, onde fica o escritório do Eduardo, será ideal. Ela falou que existem shoppings-centers.

Gentem...!! Tem shopping!!! Será que estou sonhando??

Existem condomínios fechados com infra-estrutura, deve ser similar aos condominios da Barra. Bem, vamos lá amanhã e veremos com os nossos próprios olhos.

Na saída, a Arlete, que ficou íntima da gente também, já nos solicitou que trouxéssemos na nossa bagagem polvilho de mandioca para fazer tapioca. A Hiroko fazendo beicinho pedindo para trazer também pão-de-queijo...hehe...e para a gente não esquecer de trazer para nós também!! É mole??

 

Voltamos para hotel, e mais animados...

 

Amanhã tem mais...


Add a Comment
   
© 2008 Multiply, Inc.    About · Blog · Terms · Privacy · Corp Info · Contact Us · Help